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Branco em cinza
dema


Lapido em branco o pensamento cinza.
As cores vivas fugiram para algum jardim.
O sorriso faz-se pálido-aniquilado
em lábios trincados pelo vento hostil.
Na face, pele enrugada e entorpecida
que a barba rala desacoberta.
Não se vê o meio entre o começo e o fim.
Foram se os dias de pensar futuro e apressar o passo,
aqueles em que, podendo ou não, “eu faço”.
Onde coragem de crer no além?
A carne retorna ao pó do planeta azul
nas plagas de  leste, oeste, norte e sul.
Tardes eternas, infindáveis noites.
Anos fugazes. Ô paradoxo!
A alma chora a desesperança.
Vida, fração presente do eterno alheio.
Vivas a Deus, morte ao efêmero!
Sina facínora, Ave!

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