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Não esperem


dema


“Não esperem, por ora, um poema novo,
não convive, a poesia, com ódio e veneno,
ofidiário imundo, real submundo
de falsas verdades envolvendo o povo.
Busco imunizar-me dessa febre do feno,
desse mal que assola nossa terra mãe.
Ratazanas encarnadas brotam do esgoto,
não raro, também, de diferentes tons;
com ferramentas em seus estandartes,
assaltam o público e o privado, seu dom.
Mentem e fingem e dobram os incautos,
e se vitimizam quais miseráveis.
Lobos-cordeiros com gana de urso,
hienas que arrancam o pão de cada dia.
Querem o tesouro e o poder permanente,
importa o fim que carregam na mente.
Dividem os homens entre “nós e eles”,
beatos de igreja, cegos com venda,
aí muitos doutos pendentes do erário.
Sob o jugo da lei e da ordem,
cumpre, logo, varrer dessas glebas
tais ideias, facções e milícias,
devolver aos de bem o que de direito,
mandar à clausura o estelionatário.
Não esperem, por ora, um poema novo.”

 

 

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